MATERIAIS JIGGING

CANAS

Das muitas e variadas marcas, há de tudo um pouco no nosso mercado no que se refere a canas de jigging.

O ideal e para não se gastar muitos euros uma cana por volta dos 100 euros, já será uma cana de alguma confiança, deve estas ser resistentes, de bom carbono, leves e maleáveis pois torna o trabalhar do Jigg, mais eficaz, contudo há que tentar junto do mercado ver qual a que melhor se adapta a cada um de nós.

Dentro da oferta que existe, devemos ter em atenção que muitas vezes uma cana que parece frágil não o é, pelo contrário, depende muita da qualidade com que é construída, pois como sabemos existem canas de diversos materiais de construção desde a fibra a compostos de carbono.

As canas construídas em carbono são mais caras que as de fibra em todo o caso mais confiáveis, pois alem de serem mais resistentes, tornam-se mais leves.

Deverá o seu comprimento não ultrapassar os 2m, segundo os verdadeiros mestres do Jigg, devem ter um comprimento entre,1,60 e 1,90m, devem ter passadores em Fuji, com a cerâmica em SIC, o peso deve ser acima de tudo equilibrado, já com o carreto, e não convém ser muito pesada para que não haja um cansaço demasiado a nível de braços e tronco, pois esta técnica exige bastante dos membros superiores do corpo, devido ao movimento constante que será necessário efetuar no jigg.

Dentro de alguns valores aconselho por exemplo a DAIWA PACIFIC PHANTON- JIGGER de 1,90m, a BARROS Scorpion Jig Pro, de 1,65 ou a Target de 1,85m isto alguns exemplos de excelentes canas de jigg, existem depois outra marcas com sendo XZOGA, já com outros valores de mercado, e excelente para não dizer topo de gama, tal como as JM, JIGGING MASTER.

CARRETOS

Como se vê nas canas, a oferta e muita, devemos ter em atenção o seguinte o nosso carreto devera ser bastante consistente e ser equilibrado, fazendo um conjunto cana-carreto uma base de força resistência e equilíbrio, pois o carreto e o elemento que mais força e desgaste leva neste tipo de pesca, em virtude de o mesmo estar constantemente em movimento, deverá ter um bom drag (embraiagem), entre as 20 e as 30 lbs de força.

Convém ter um ratio entre 4.8 e os 5.2, isto tem a ver com a recuperação da linha relativamente a cada volta da manivela.

Há também que pesque ao Jigg com os carretos de tambor, em vez dos de bobine, pois estes por norma tem drags, maiores o único inconveniente muitas vezes e que a distribuição da linha no carreto teremos de ser nos a faze-lo com o dedos, no entanto existem já alguns que tem essa característica do distribuidor, e tudo depois uma questão de habito.

Outro dos factores a ter em conta no carreto a usar é a sua capacidade de linha, que nunca devera ser inferior a duzentos metros, pois se estivermos a pescar dentro de profundidades de 70 metros, o seio que a linha fara na agua ira atingir os 130m, alem de termos de contar com a própria deriva do barco, e no caso de termos algum problema na linha não termos de andar a fazer emendas.

Das marcas que temos no nosso mercado, destaco os SHIMANOS, DAIWA, BARROS e OKUMA, havendo para o Jigging uma qualidade preço razoável, estes carretos que por norma tem uma designação de SW (saltwater), pois são carretos virados exclusivamente para agua salgada e mais resistentes as condições ambientais.

De todos os carreto com que pesquei ate hoje, a minha eleição vai sem duvida para os shimanos, pela qualidade/preço, entre eles os modelos STELLA 8000 SW, o SARAGOSA 8000SW, depois das outra marcas temos os Saltiga da DAIWA Comander entre outros., nos OKUMA os Cedros e o Salina, e muitos mais que não da para mencionar todos.

LINHAS

As linhas a utilizar deverão ser de multifilamento entrançado, com uma resistência entre as 40 e as 60lbs.

A linha a colocar no carreto deve ser na grande maioria das situações, uma linha multifilamento. Muitos pescadores já tiveram más experiencias com este tipo de linhas o que se deve sobretudo à falta de informação disponível que os leva a escolher a linha tendo em conta apenas o factor preço.

A fabricação de multifilamentos exige altíssima tecnologia pelo que não poderão estes fios ser baratos.

Para além da resistência anunciada pelo fabricante, pormenores com a pouca memória, impermeabilidade e textura são muito importantes.

Uma linha que absorva muita água irá alterar o comportamento após um ou dois lançamentos e uma outra cuja textura seja muito rugosa irá provocar vibrações ao passar no carreto e nos passadores que se expandirão pela água, assustando os peixes.

Outro pormenor a ter em linha de conta é o diâmetro. No mercado existem muitas linhas que anunciam uma carga muito forte mas na qual a espessura é também muito grossa.

De destacar as linhas de Dynema e as novas Staminas, são linhas que tem varias cores, que nos dão uma percepção da profundidade em que estamos a pescar ou a que altura o peixe atacou.

Seguidamente unimos o LEADER, ao multifilamento, esta união deverá ser efectuada através de um nó consistente e que não faça perder qualidades das linhas, ou seja não as enfraquecendo, mais à frente daremos alguns nós de exemplo.

O Leader é uma ponta de monofio (NYLON), preferencialmente fluorocarbon que serve de amortecedor entra a linha do carreto e o jig.

O comprimento desta linha deverá ser entre 5mt a 9 mt, dependendo da espessura usada e do tamanho do carreto.

Esta é uma parte muito importante do conjunto pois, por exemplo, se pescarmos grandes peixes de fundo, ela terá de ser suficientemente resistente para não partir quando o peixe se tenta refugiar nas rochas.

ANZOIS

Junto com os jiggs são os elementos mais importantes do conjunto pois se por um lado o jig tem de se movimentar bem de modo a provocar o ataque do peixe, por outro, o anzol tem de estar nas melhores condições, para traduzir esse ataque numa ferragem.

Devera ter-se em atenção aos anzóis, se não se encontram com ferrugem, pois muitos deles indo algumas vezes a água começam a ganhar ferrugem.

Outro dos factores a ter em conta e verificar a ponta do anzol se esta bem afiada e não se encontra romba, pois devido a qualidade com que são feitos muitas vezes o bico do anzol começa a perder eficácia devido a ter raspado pelas rochas ou então devido a boca de alguns peixes que são bastante dura na parte óssea, pois se a ponta do anzol não estiver bem afiada pode ocorrer perder-se um peixe bom, devido a não ficar bem cravado na boca do peixe.

O anzol também não deverá ter uma barbela muito grande, pois pode dificultar a ferragem do peixe, alem de termos mais dificuldade a retirar o anzol da boca do peixe na altura em que e capturado.

O anzol ideal para o Jigging devera ser de argola pois facilita a montagem do Assis-hook, tornando o anzol muito mais resistente.

A abertura do anzol devera ser mais largo possível, evitando assim que o Jigg fique embaraçado no próprio anzol.

JIGGs

O nossos bem-amados Jigg, de formas e cores de todas as formas e feitios, que é impossível descreve-los a todos, e onde cada um tem a sua forma de nadar e de se apresentar na frente de um peixe.

Dos vários modelos existentes no mercado, cada vez mais em evolução, devido também a enorme procura e desenvolvimento desta técnica de pesca, vamos nos debruçar apenas pelas mais utilizadas nas nossas águas, pois algumas das formas ainda estão em evolução.

O Jigg como foi dito atras, tem um corpo feito em chumbo que é moldado, de varias formas, consoante o seu criador, hoje em dia com a facilidade de se criarem moldes e fácil alterar as formas dos mesmos.

Das várias formas de JIGG, temos as longas, medias e curtas, dentro destas temos as assimétricas as espalmadas e as de lâmina.

Dentro destes factores temos as cores que podem ser holográficas e luminosas.

Existem no mercado também para os que fazem os Jiggs caseiros, autocolantes com varias cores holográficas, além de outros componentes como sejam os olhos do Jigg, etc.

Ainda dentro do Jigg, existem novas variedades de amostras como são as INCHUKU, e as LUCANOS alem das novas de vinil com cabeça em chumbo de diferentes gramagens e as conhecidas rapalas, amostras flutuadoras.

Na escolha de cada amostra teremos de ter em consideração as várias variantes como sejam, o conhecimento da zona de pesca, as condições climatéricas, o tipo de comédia que o peixe esta a comer, e depois não mais importante, o nosso feeling, na amostra que vamos colocar na água.

ACESSORIOS

Alem dos materiais que já referimos atras, também e importante ter determinados acessórios que nos ajudam na nossa pesca.

Entre os vários acessórios encontramos, alicate para os Split Ring (argolas), solid rings, manga retráctil, destorcedores, corda ou braid –line, tubo de cola e agulha com barbela.

Jigging