Campeonato do Mundo de Inglaterra

Weymouth – dia 4 (27Set2014)

Depois de colocado todo o material na carrinha e de tomado o pequeno-almoço, fazemos o percurso habitual em direção ao porto, de novo para embarcar num barco que não conhecemos mas que nos foi recomendado depois de tudo o que nos aconteceu, o Wild Frontier II.
Ficamos desde logo impressionados com a embarcação e com a forma como o skipper acostou a embarcação, entrámos e ficámos agradados com a educação e profissionalismo deste. Começou por nos indicar que iriamos fazer três “poitadas”, cada uma destinada à captura de determinadas espécies e que depois de todas elas teríamos treinado a captura de todos os peixes pontuáveis para o campeonato do Mundo.
Deslocámo-nos para a primeira e durante a navegação foi servido café e bolo inglês, como não poderia deixar de ser. Entretanto os nossos atletas treinaram mais uma vez o tratamento do isco. Chegados ao local e depois de escolhidas as baixadas que iriam iniciar o treino, específicas para as espécies que íamos capturar neste primeiro local (Choupas e patas-roxas), começaram a entrar na embarcação choupas que podiam variar entre o XL e o XXXXL. Dada a produtividade foram testadas todas as variantes das baixadas e foi avaliado o seu desempenho. “Só com peixe se podem fazer testes”, e era o que estava a acontecer, e as atletas da seleção nacional assim o fizeram, com as choupas e as patas-roxas.

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A dada altura o skipper questionou-nos se queríamos mudar de local, poi que lhe parecia que estas espécies estavam treinadas, Assentimos e deslocámo-nos então para a 3ª posição prevista, porque segundo o skipper na posição iriamos encontrar as mesmas espécies e nesta poderia ser que encontrássemos as raias e os ruivos que ainda não tínhamos treinado. Apareceram poucos ruivos e apenas uma raia, por sinal capturada por um dos três pescadores lúdicos locais que nos fizeram companhia neste esplêndido dia de treinos. De resto o habitual CHOUPAS e mais Choupas, das dimensões já faladas e muitas patas-roxas.

Uma diferença do dia para a noite relativamente ao nosso treino anterior, dessa vez sim encontrámos alguém que nos pôde ajudar a aprimorar a ideia que tínhamos do que se iria utilizar, neste Campeonato do Mundo de Pesca em Barco Fundeado e em que condições.

Deixamos publicamente os nossos agradecimentos ao Skipper, CLEM CARTER.

Mas engana-se quem julgo que só falta mesmo ir competir, porque faltam aos nossos campeões muitas horas de construção de pescas dos mais variados tamanhos e constituição para que no momento não falte aquilo que está a fazer com o peixe possa ser capturado, nada pode ser esquecido ou desvalorizado.

Acerca da alimentação… mais do mesmo, não estamos mesmo a habituarmo-nos, mas acreditem que é muito difícil, ao ponto de já ouvirmos dizer “a cada dia que passa mais sinto como é espetacular a comida que se faz no nosso país”. E não é só na comida que se notam diferenças, mas também noutras áreas em que verificamos que vivendo num “País dito Subdesenvolvido” estamos a anos mais desenvolvidos que países considerados como grandes potências, em determinadas, mas isso daria “pano para mangas” e não é disso que estamos a falar, mas sim da nossa seleção e da Operação Weymout.

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Acabaram os treinos não oficiais e ficamos um dia sem ir ao mar. Treino, só o oficial é na segunda-feira. Amanhã teremos reunião de capitães de manhã, onde será feito o sorteio e dadas indicações sobre o desenrolar deste campeonato, e de tarde o desfile (comitivas de todos os países) nas ruas da cidade, junto ao porto, e as declarações de boas vindas e de abertura.
Estamos quase, quase a começar só faltam dois dias.